sábado, 14 de março de 2009

Motivação

Já faz dois meses que não escrevo... Andei vivendo intensamente, por isso me afastei do blog.
Nesses dois meses terminei mais um capítulo da tese e corrigi outros 3, escrevi dois artigos pra um congresso, viajei no carnaval e voltei a dar aulas (acabaram as férias). Quanto a vida amorosa, nada de muito concreto, mas muitas possibilidades...
Estou na reta final da tese e espero terminá-la em breve. Em fevereiro, terminei o quarto capítulo e mandei pro meu orientador corrigir. E fiz as correções no capítulo 3 e enviei pra ele pra segunda correção. Os capítulos 1 e 2 já estão prontos, já fiz todas as correções indicadas. Agora comecei a trabalhar no capítulo 5 que pretendo terminar até o final do mês para marcarmos o exame de qualificação do trabalho. Estamos pensando nos nomes da banca. O mais importante é continuo motivada e louca pra ver a tese pronta.
Tive esse ano o melhor carnaval da minha vida. Fui pra serra da canastra (Delfinópolis, MG) com a Ana Claudia e mais duas amigas, todas professoras universitárias. Fazíamos trilhas de dia, nadávamos nas cachoeiras e a noite íamos pro carnaval. A cidadezinha é bem acolhedora, estava cheia de turistas, em especial homens e não me faltaram pretendentes. Acabei ficando com um nativo pra ter motivos pra voltar sempre, já que a serra é linda e ainda conhecemos só uns 20% das cachoeiras e também porque ele é tudo de bom, uma gracinha. Foi uma viagem divertida e especial, voltei com gostinho de quero mais. Continuo falando com mineirinho de olhos tristes (que tem um sotaque delicioso) que me cativou, mas sei que há grandes distâncias entre nós.
Por falar em romances complicados, é só eu desistir que 'my lover' volta a falar comigo direto e eu volto a me envolver. Falou comigo semana passada toda num tom meio agressivo, querendo me convencer das nossas diferenças, não sei porque fazia tanta questão de marcar qto somos diferentes. Afinal, eu não perguntei nada. Mas ele me convenceu... um livro que estou lendo tbém ta deixando mais claro pra mim que amores muito complicados não valem a pena e que a razão tem que dominar as emoções. Estou me esforçando pra isso, pra tomar as rédeas do meu coração. O ficante de Arealva que mora em SP trabalha demais e tem mais algumas coisas que não me agradam, já é carta fora do baralho, embora nos falemos com frequência. O rolo de Jaboticabal virou um grude, estava me sufocando e tive que dar as contas. Os dois mais promissores agora são o André (que sempre me liga ou falamos no msn, mas nunca dá certo de nos encontrarmos) e um moço que conheci no casamento que fui ontem de um casal de amigos, mto simpático, gosta de dançar, viajar...e é de Campinas. Casamentos são ótimos ambientes pra se paquerar, geralmente tem alguns solteiros dando sopa. rs
E por fim, voltamos as aulas, tinha esquecido o qto gosto dos alunos, é bom voltar, apesar de ficar tudo mais corrido, ter que preparar aulas toda semana (embora seja praticamente o mesmo curso do ano passado e as mesmas disciplinas).
Não posso reclamar da vida... há perdas sim, há tristezas... mas não me falta motivação, oportunidades e força para superar as dificuldades. E principalmente fé e esperança de acreditar que tudo pode ser superado e ser melhor. Se algumas portas estão se fechando, muitas outras estão se abrindo e amo mais a vida a cada dia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O ano começou bem...

Parece que minhas preces foram atendidas... 2009 só tem 15 dias de nascimento, mas já estou gostando dele.

A Fer, minha amiga que é professora universitária no Paraná expressou bem nossos desejos "Que em 2009 terminemos nossas teses e tenhamos namorados."

A tese vai bem, obrigada. Apesar de já a ter retomado muito atrasada, estou bastante motivada e envolvida, trabalhando intensamente nela, num processo de imersão. Só penso nela dia e noite. rs

Quanto ao namorado, ainda não tenho um, mas "It´s raining men". hahaha
No primeiro dia do ano já comecei um relacionamento bastante promissor. A família dele é da mesma cidade que a minha, mas ele trabalha em São Paulo, por isso eu não o conhecia ainda. Tenho também um ficante em Jaboticabal. E alguns outros pretendentes. Nada melhor que um amor em cada porto... sou feliz em todas as cidades pela quais circulo agora. rs

Quanto ao ex-my lover, o desespero por ele passou. Continuamos amigos, mas agora não estou mais a mercê dele, tenho mais controle do que eu sinto.

Vim pra Campinas passar ao final de semana e me dedicar aos meus dois objetivos do ano. rs

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Melancolia: despedindo-me de 2008...

2008 não foi o melhor, nem o pior ano da minha vida (até agora; ainda faltam 3 dias)... mas estou melancólica com o seu fim.

As festas de final de ano sempre me deixam um pouco assim. Ainda mais porque estou de férias na casa dos meus pais e apesar de estar cercada de parentes, me sinto um pouco sozinha, faltam-me os meus amigos e minha vida amorosa está bem distante daqui.

Tem sido divertido. Fui pra praia, estou fazendo exercícios, lendo, conversando, vendo filmes, internetando... mas o que deixa triste é o fim. Não só do ano, mas do prazo que me dei pra resolver as coisas com my lover... faltam 3 dias até que o ano acabe e eu me obrigue a dar um novo rumo para a minha vida.

É difícil me despedir não só dele, mas do relacionamento. Foram 3 anos. Nunca amei alguém por tanto tempo. Desistir é também lamentar o tempo perdido, a derrota. Por outro lado, a outra alternativa é continuar esperando, vivendo sempre ansiosa, sem saber o que pensar, dando desculpas a mim mesma pelo abandono, carente, com a vida amorosa estagnada, o sentimento constante de insatisfação e sem conseguir ser feliz.

Pra piorar, ele não está trabalhando essa semana e eu viajei na outra. Portanto, não nos falamos há duas semanas e nem pude aproveitar os últimos dias do ano pra tentar reverter a situação. A última notícia que tive dele foi uma mensagem no celular desejando Feliz Natal no dia 24.

A melancolia advém da perda pra qual já estou me preparando. Ficar triste faz parte do processo, é preciso viver o luto pra conseguir superar e ser livre...Os prazos me ajudam a me organizar e a me preparar psicologicamente. A sensação de que fiz tudo que podia, sem sacrificar meu amor-próprio me conforta, assim como os históricos das conversas ríspidas pela internet...Vou perder algo, mas tenho certeza que vou ganhar a liberdade... já consigo imaginar como vou ser feliz o dia que ao acordar, meu primeiro pensamento não ser ele.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Esqueça tudo que te ensinaram sobre os homens!

Nunca acreditei em estereótipos ou generalizações... prefiro conhecer as pessoas sem fazer pré-julgamentos, decifrá-las ao invés de esperar que se comportem de modo padronizado.

Mas viver sem nenhum padrão é difícil, causa um certo desconforto... por isso é próprio do ser humano procurar por uniformidades, coisas que se repetem em diferentes pessoas ou situações, isso nos dá segurança.

Encontrei um padrão nos homens com os quais me relacionei, contudo ele difere completamente de tudo que ouvi/li sobre o macho da espécie humana.

Estou frustrada com os homens da minha geração! Eles querem a mulher estereotipada, ou seja a da década de 1950: romântica, louca por crianças, carente, que faz cenas, que adora compras, passa horas no shopping, conversa apenas sobre assuntos banais, sempre concorda com os pontos de vista deles, os admira, passa a gostar do que ele gosta, depende dele de alguma forma (nem que seja emocionalmente) e não gosta muito de sexo.

É, eles querem as cinderelas ou ao menos as mulheres com complexo de Cinderela.

Descobri porque os estereótipos que viram piadas sobre as mulheres fazem tanto sucesso entre os homens: porque eles esperam que sejamos assim. Mulheres que gostam de sexo os assustam, eles já vão logo dizendo que elas são vulgares. Não sei se é porque eles não gostam tanto ou porque são machistas e preconceituosos. Talvez para os homens toda a graça do sexo não esteja no orgasmo, mas em insistir e insistir até a garota ceder. Parece que a sensação de vitória é mais importante do que o prazer. Portanto, a mulher não pode gostar de sexo ou ela fará apenas porque gosta de sexo e não porque ele conseguiu.

É, os homens da minha geração são patéticos... e inseguros. Têm muito medo de sexo também, se preocupam demais com performance e parecem que nem sentem mais prazer, estão muito mais preocupados em mostrarem o quanto são bons que em ter prazer. Disso eu não posso reclamar porque eles se empenham em nos dar prazer. Mas por outro lado é frustrante saber que isso é apenas para satisfazer o próprio ego.

Infelizmente eles não estão preparados para as mulheres livres e independentes. Acham horrível uma mulher ser competitiva, amar o trabalho, não querer ter filhos. As mulheres bem-sucedidas não os atrai.

Esse é o preço do nosso sucesso numa sociedade machista. Eles não estão preparados pra se relacionar com mulheres que ganham como eles, que tenham os mesmos sonhos, que tenham opiniões próprias, que entendam de política e economia. Eles consideram que ser inteligente é pouco feminino.

Tenho certeza que eu seria mais feliz se fosse lésbica.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Bem-estar

Nos últimos dias um súbito bem-estar tomou conta de mim. Estou de férias, não tão de férias, porque eu tenho que escrever a tese, mas não sinto o peso.

Talvez a sensação de missão cumprida, após semanas de muito trabalho na faculdade: correções, notas e médias, cursos para professores e projetos. Estava contando os dias para as férias e quando elas vieram me senti recompensada por todo o esforço. São minhas primeiras férias oficiais após um ano e meio de universidade, minhas primeiras férias de toda minha vida em um emprego fixo.

Mas estou mais leve, mas bem humorada, me sentindo bonita, seduzindo. Talvez sejam as novas possibilidades, talvez esteja me libertando.

Não vou me esforçar pra entender, o importante é que me sinto bem como há muito tempo não me sentia, estou feliz :)

"Não haverá borboletas se a vida não passar por profundas e silenciosas metamorfoses."(Rubem Alves)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Lição 1: Paciência

A lição dessa semana foi paciência. Parecia que Deus estava querendo me ensinar a ser paciente, a esperar e a confiar.

Percebi que esse era o ensinamento dos pequenos acontecimentos cotidianos da semana. Como num dia que perdi o ônibus pra faculdade por questão de segundos e fiquei muito aflita porque tinha muita coisa pra fazer, nisso vi o carro de uma aluna estacionado e resolvi esperá-la para que me desse carona, mas comecei a ficar aflita e a pensar "e se ela demorar muito"? Mas a providência parecia me dizer pra ser paciente e esperar e assim que me acalmei ela apareceu (rapidinho) e me ofereceu carona até a faculdade e acabei chegando antes do que previa. No dia seguinte fui jantar no restaurante da faculdade porque daria aula em seguida. Enquanto estava jantando começou a cair uma chuva forte e eu fiquei novamente aflita porque não queria chegar atrasada pra aula. Novamente algo me dizia pra ser paciente e confiar que assim que estivesse no meu horário de sair dali a chuva passaria e foi exatamente isso que aconteceu. Além dessas, ocorreram outras situações, como o cabo do meu celular novo q milagrosamente carrega o meu mp3, do qual eu tinha perdido o cabo e já tinha comprado 3 outros similares genéricos e nenhum dava certo.

Pena que eu não consiga aplicar sempre e em outros setores da minha vida este ensinamento, as vezes deixo o desespero e a descrença tomarem conta de mim. Antes desses acontecimentos, eu tinha chorado no domingo pela falta do my lover, estava muito triste, mas tive sonhos que me consolaram porque pareciam bem reais. Nos sonhos estávamos bem.

Hoje bateu o desespero novamente e eu tentei me lembrar do qto é importante ser paciente e confiar, mas nem sempre é fácil. Reconheço que tenho muitas bençãos na minha vida: estudo numa das melhores universidades dos país, tenho o emprego dos meus sonhos, uma família maravilhosa, sou saudável, mas não dá pra ser completamente feliz quando se ama alguém e não se é correspodida. Parece que sempre falta algo, estou sempre insatisfeita quando não estou com ele.

Tenho me sentido sozinha, mas a perspectiva de um encontro (não com ele) no domingo já trouxe de volta meu bom humor :)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

E tudo segue como antes...?!?

Este final de semana fui pra casa dos meus pais descansar da peregrinação. Bati meu record de viagens este mês: fora as rotineiras viagens pelas 3 cidades do interior de São Paulo, estive na Argentina, em São José dos Campos e em Àguas de Lindóia, participando de encontros e congressos.

Estive em São Paulo também, por motivos profissionais e pessoais. Fui ver my lover... após o argentino, voltei pros braços dele... mas parece que tudo segue como antes, continuamos nos vendo, mas menos do que eu gostaria.

Avaliando o nosso relacionamento este ano, eu devia estar feliz e otimista: se nos dois últimos anos, nos vimos apenas duas vezes; só neste ano e nos últimos meses, já nos vimos 4 e os encontros foram muito mais íntimos e produtivos. Mas pra mim é pouco, eu queria que ele me procurasse mais.

Faz 4 finais de semana que não nos vemos, apesar dele ter acenado com a possibilidade nos vermos bastante em outubro. Ele é instável, nunca sei o que esperar. Me segurei pra não ir atrás, pra ter o controle sobre a situação, pra não pedir nada, pra não demonstrar a falta que sinto dele. E neste final de semana, incorporei o personagem, estou contida, quase nem sinto falta. Mas eu sei que a hora que saudade vem, ela vem com tudo e eu sou prisioneira disso, não há o que fazer.


Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade

Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois
de abandonar a embalagem

Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que vontade de te ver

O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite
Choro café e você chora leite

(Pratododia - O Teatro Mágico)