Tenho me sentido mto bem nas últimas semanas... e não sei exatamente o que mudou.
Nenhuma grande novidade na vida... mas esse bem-estar brota de dentro.
Talvez tenha aparecido depois da viagem a Porto Alegre. Estive num Congresso lá. Fui com amigos que eu adoro, ri mto e aproveitei pra conhecer Gramado e Canela. Andei de avião pela primeira vez e curti muito. Foi uma viagem maravilhosa, na qual estive alegre, vivi plenamente, fiz loucuras como ir pra Gramado de taxi com os meninos promentendo que íamos congelar lá. Acho que a viagem me fez me sentir mais viva, mais independente, capaz de fazer qualquer coisa.
Mas antes disso o bem estar já começava a se anunciar, ele foi chegando aos poucos e agora sinto-me eufórica as vezes.
Continuo trabalhando bastante, cheia de desafios, de responsabilidades, mas com tudo dando muito certo, graças a Deus, o doutorado caminhando devagar, mas sempre (há avanços), viajando bastante, a vida sentimental enrolada (como sempre rs) e a família vai bem.
Pode ser que apesar de nada ter mudado, eu mudei os óculos, comecei a olhar para as bençãos, prestar atenção em tudo de bom que tenho (e não são poucas coisas), assim as coisas que faltam ficaram pequenas. E tenho acreditado piamente que as coisas que desejo acontecerão e isso me faz sentir como se elas já estivessem acontecendo. Não é esperança, é certeza (fé ?).
Parece que ousar mais, arriscar mais, nos faz sentir mais vivos.
Talvez o coração tenha se acalmado também. Eu li a pouco tempo, que uma pessoa que ama e não é correspondida nunca se sente plenamente feliz. É, eu me senti incompleta por algum tempo, sempre faltava algo, era como se houvesse uma dor constante que me impedia de curtir as conquistas, de ficar totalmente satisfeita. Mas ainda não sei dizer se o que eu sentia passou, se acabou. Mas já não me fere mais, se não está morto, está domado. rs Falo com ele sempre e gosto, isso me deixa contente, ma não falar e não ver, não me deixa mais triste. Passei a encarar isso como benção também, não devo lamentar por não ter mais, mas agradecer por ter tido e ter sido tão intenso. Quantas pessoas amaram de verdade na vida? Quantas sentiram o que eu senti? Toda aquela euforia. Eu sempre defini a vida como uma experiência de sentir, então não devo lamentar os sentimentos fortes e sim agradecer por eles.
"Sinto absoluto dom de existir, não há solidão, nem penar." Vanessa da Mata
domingo, 25 de maio de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Ciúme
A poucos anos me descobri uma pessoa ciumenta. Não uma ciumenta daquelas que dá escândalos, arma barracos, planeja vinganças... Digamos que uma ciumenta moderada, contida.
Essa semana meu ex-ficante (que foi quase namorado) me disse que está namorando. Fazia algum tempo que não nos falávamos e parece que ele veio falar comigo só pra me contar que estava namorando.
Nós tivemos um relacionamento legal, do qual guardo boas lembranças, mas nunca fui perdidamente apaixonada por ele. Nosso relacionamento tinha limitações como diferenças de idade e de fases da vida. Sou 8 anos mais velha que ele, por isso eu o chamo carinhosamente de "baby".
Mas mesmo assim FIQUEI DOIDA DE CIÚMES!!!
O orkut (o melhor instrumento pra endoidecer alguém) me mostrou a foto da nova namorada, uma moça mto bonita de uns 18 anos.
É muito ruim sentir ciúmes. É tão irracional.... Eu achava que o ciúmes estava relacionado a gostar demais de alguém. Mas eu tive ciúmes de ex-namorados dos quais eu não gostava mto.
Porque será que sentimos ciúmes? Estaria ele relacionado com nossos instintos mais primitivos? Seria essa a explicação para o fato de que mesmo eu gostando muito do baby como amiga e torcendo para que ele seja feliz eu tenha ficado doida de ciúmes? Racionalmente eu desejo que ele seja feliz, mas o ciúme contraria meu lado racional. Sinto-me ridícula por ser ciumenta, mas isso não me torna menos ciumenta.
Eu sei que isso até me fez esquecer o outro por alguns dias e me perguntar se eu não gostava mesmo do baby. Nesse sentido, posso dizer que me fez bem :)
...“Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo em sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum” Roland Barthes - Fragmentos de um discurso amoroso
Essa semana meu ex-ficante (que foi quase namorado) me disse que está namorando. Fazia algum tempo que não nos falávamos e parece que ele veio falar comigo só pra me contar que estava namorando.
Nós tivemos um relacionamento legal, do qual guardo boas lembranças, mas nunca fui perdidamente apaixonada por ele. Nosso relacionamento tinha limitações como diferenças de idade e de fases da vida. Sou 8 anos mais velha que ele, por isso eu o chamo carinhosamente de "baby".
Mas mesmo assim FIQUEI DOIDA DE CIÚMES!!!
O orkut (o melhor instrumento pra endoidecer alguém) me mostrou a foto da nova namorada, uma moça mto bonita de uns 18 anos.
É muito ruim sentir ciúmes. É tão irracional.... Eu achava que o ciúmes estava relacionado a gostar demais de alguém. Mas eu tive ciúmes de ex-namorados dos quais eu não gostava mto.
Porque será que sentimos ciúmes? Estaria ele relacionado com nossos instintos mais primitivos? Seria essa a explicação para o fato de que mesmo eu gostando muito do baby como amiga e torcendo para que ele seja feliz eu tenha ficado doida de ciúmes? Racionalmente eu desejo que ele seja feliz, mas o ciúme contraria meu lado racional. Sinto-me ridícula por ser ciumenta, mas isso não me torna menos ciumenta.
Eu sei que isso até me fez esquecer o outro por alguns dias e me perguntar se eu não gostava mesmo do baby. Nesse sentido, posso dizer que me fez bem :)
...“Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo em sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum” Roland Barthes - Fragmentos de um discurso amoroso
segunda-feira, 24 de março de 2008
Uma vida pra tirar você da minha
É, a quaresma acabou, os quarenta dias de sacrifício se passaram e depois dele veio um feriadinho, mta comilança... bacalhau, ovo de Páscoa, dois aniversários... e bem provavelmente uns quilinhos a mais.
Na última semana, e principalmente na sexta-feira da Paixão, meu sacrifício se tornou difícil de cumprir, ele fez de tudo pra chamar minha atenção, mandou email, colocou foto no MSN que dizia respeito a mim, mas aguentei firme, segurei-me porque faltava só um dia.
Contudo, no final de semana ele não apareceu online, normal de final de semana ele nunca fica. E hoje segunda também não, isso me deixou doida novamente. Será que meu sacrifício foi em vão? Parece que estou mais apaixonada do que antes. O problema é que continuo fantasiando... na verdade só troquei as conversas com ele pela imaginação. E é claro que se não deletá-lo da minha mente, se permitir-me continuar pensando nele, não tentar mudar o foco dos pensamentos, não vai passar.
O problema é que não te-lo esquecido após os 40 dias de jejum e estar ainda mais doida por ele, me leva a ter fé novamente de que pode dar certo: porque o pedido que fiz foi que se não tivesse que ser, se fosse melhor pra mim esquecê-lo, que esses período de abstinência me libertasse do que sinto por ele. E isso não aconteceu...
Na última semana, e principalmente na sexta-feira da Paixão, meu sacrifício se tornou difícil de cumprir, ele fez de tudo pra chamar minha atenção, mandou email, colocou foto no MSN que dizia respeito a mim, mas aguentei firme, segurei-me porque faltava só um dia.
Contudo, no final de semana ele não apareceu online, normal de final de semana ele nunca fica. E hoje segunda também não, isso me deixou doida novamente. Será que meu sacrifício foi em vão? Parece que estou mais apaixonada do que antes. O problema é que continuo fantasiando... na verdade só troquei as conversas com ele pela imaginação. E é claro que se não deletá-lo da minha mente, se permitir-me continuar pensando nele, não tentar mudar o foco dos pensamentos, não vai passar.
O problema é que não te-lo esquecido após os 40 dias de jejum e estar ainda mais doida por ele, me leva a ter fé novamente de que pode dar certo: porque o pedido que fiz foi que se não tivesse que ser, se fosse melhor pra mim esquecê-lo, que esses período de abstinência me libertasse do que sinto por ele. E isso não aconteceu...
sexta-feira, 14 de março de 2008
Pedaço de mim - Chico Buarque
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
Que evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
Num membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
Eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
Que evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
Num membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
Eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
terça-feira, 11 de março de 2008
Tenho trabalhado bastante, os 3 dias que passo na Universidade estão bastante corridos. Início de semestre. Até as coisas entrarem nos eixos demora um pouco. Sempre acho que a próxima semana vai ser mais tranquila, mas até agora o ritmo está forte.
Contudo tive um final de semana divertido. Na quinta fui pra Campinas, tinha a primeira reunião do ano do meu grupo de pesquisa do doutorado. Foi bem legal rever os colegas de grupo, conhecer os ingressantes. Estava com saudades de Campinas, da UNICAMP e de todas as possibilidades que a vida lá oferece.Começo de semestre, vida nova. Limpei todos os meus armários e organizei minhas coisas no pequeno ap. que divido com uma amiga que também faz doutorado. Mas o que mais me animava de voltar a Campinas eram os cinco convites pra sair que me aguardavam. Quatro deles eram de ex-ficantes e um de um moço que conheci via orkut, faz Mestrado.
Na quinta, ía no cinema com o Breno, que furou. Detesto levar bolo. Eu já estava trocada e pronta pra sair quando ele me avisou que não poderia ir porque tinha que terminar um trabalho. Ele perguntou se tinha problema e eu disse que tinha sim, que só aceitaria outro convite dele pra sair se não tivesse absolutamente nada mais interessante pra fazer, que se tivesse passando um filme meia-boca na TV eu ia preferir assistir sozinha que sair com ele. Condescendência mata, aprendi isso há duras penas. Mas nem me importei muito porque o final de semana prometia...
Na sexta conheci na UNICAMP o moço com o qual eu vinha teclando há umas semanas, não me decepcionou, fiquei empolgada com ele, conversamos um pouco antes da aula dele e combinamos de ir no cinema no dia seguinte. Como combinado, pontualmente ele estava lá. Assistimos "Meu nome não é Jhonny", mas um filme brasileiro interessante. (Os melhores filmes que assisti ultimamente são brasileiros, fico orgulhosa da originalidade do nosso cinema e os bons filmes que ele tem produzido.) Depois do filme andamos pelo shopping, passamos 7 horas juntos, conversamos bastante, mas eu estava um pouco frustrada porque ele não tinha me beijado. Finalmente ele resolveu tomar a iniciativa. (Eu costumo tomar, mas os homens infelizmente ainda se assustam com isso). Combinamos de nos ver novamente na próxima semana.
No domingo fui almoçar com um amigo e conhecer a casa nova de um outro amigo. Fui na missa a noite e dpois limpei a casa. Acabei indo dormir tarde e nem cheguei perto dos meus livros e fitas que precisava transcrever. E ainda perdi hora pra ir trabalhar na segunda...rs mas o final deu tudo certo.
Aprendi uma coisa importante: a verdade nos liberta, por mais difícil que seja encará-la. E a verdade é aquela que até agora eu não quis enxergar: tenho que aceitar que ele não me ama, apenas me mantém na reserva. Tenho certeza que esses 40 dias que tenho andado no deserto vão me devolver a liberdade.
"Se quiserem saber se volto, diga que sim, mas só depois que a saudade se afastar de mim."
Contudo tive um final de semana divertido. Na quinta fui pra Campinas, tinha a primeira reunião do ano do meu grupo de pesquisa do doutorado. Foi bem legal rever os colegas de grupo, conhecer os ingressantes. Estava com saudades de Campinas, da UNICAMP e de todas as possibilidades que a vida lá oferece.Começo de semestre, vida nova. Limpei todos os meus armários e organizei minhas coisas no pequeno ap. que divido com uma amiga que também faz doutorado. Mas o que mais me animava de voltar a Campinas eram os cinco convites pra sair que me aguardavam. Quatro deles eram de ex-ficantes e um de um moço que conheci via orkut, faz Mestrado.
Na quinta, ía no cinema com o Breno, que furou. Detesto levar bolo. Eu já estava trocada e pronta pra sair quando ele me avisou que não poderia ir porque tinha que terminar um trabalho. Ele perguntou se tinha problema e eu disse que tinha sim, que só aceitaria outro convite dele pra sair se não tivesse absolutamente nada mais interessante pra fazer, que se tivesse passando um filme meia-boca na TV eu ia preferir assistir sozinha que sair com ele. Condescendência mata, aprendi isso há duras penas. Mas nem me importei muito porque o final de semana prometia...
Na sexta conheci na UNICAMP o moço com o qual eu vinha teclando há umas semanas, não me decepcionou, fiquei empolgada com ele, conversamos um pouco antes da aula dele e combinamos de ir no cinema no dia seguinte. Como combinado, pontualmente ele estava lá. Assistimos "Meu nome não é Jhonny", mas um filme brasileiro interessante. (Os melhores filmes que assisti ultimamente são brasileiros, fico orgulhosa da originalidade do nosso cinema e os bons filmes que ele tem produzido.) Depois do filme andamos pelo shopping, passamos 7 horas juntos, conversamos bastante, mas eu estava um pouco frustrada porque ele não tinha me beijado. Finalmente ele resolveu tomar a iniciativa. (Eu costumo tomar, mas os homens infelizmente ainda se assustam com isso). Combinamos de nos ver novamente na próxima semana.
No domingo fui almoçar com um amigo e conhecer a casa nova de um outro amigo. Fui na missa a noite e dpois limpei a casa. Acabei indo dormir tarde e nem cheguei perto dos meus livros e fitas que precisava transcrever. E ainda perdi hora pra ir trabalhar na segunda...rs mas o final deu tudo certo.
Aprendi uma coisa importante: a verdade nos liberta, por mais difícil que seja encará-la. E a verdade é aquela que até agora eu não quis enxergar: tenho que aceitar que ele não me ama, apenas me mantém na reserva. Tenho certeza que esses 40 dias que tenho andado no deserto vão me devolver a liberdade.
"Se quiserem saber se volto, diga que sim, mas só depois que a saudade se afastar de mim."
domingo, 9 de março de 2008
Promessa de quaresma
Sou uma católica não mto convencional..... não acredito em sacríficios em si mesmos, pra mim eles só valem a pena se contribuírem para que nos tornemos pessoas melhores, nos libertarem, nos curarem.... Quaresma é um tempo especial pra isso, pra refletir, se converter no sentido de mudar de vida, tomar outra direção....
Por isso queria me abster de alguma coisa que trouxesse mudanças reais pra minha vida e fiz uma promessa de quaresma bem incomum: deixar de falar com uma pessoa por 40 dias. Isso parece até pecado... mas é em relação a um cara que é o meu pior vício no momento, ficar sem falar com ele é bem mais difícil que me privar de doces, chocolates ou festas.
Um paixão que já dura 2 anos e meio, ficamos esporadicamente, ele parece gostar de mim como amiga, mas é do tipo "não te quero, mas não te largo" e por causa dele minha vida fica em suspenso, nenhum um outro relacionamento dá certo porque não desencano dele.
É como se sentisse uma falta constante de algo, minha vida nunca está completa, nada me deixa totalmente feliz, nem a melhor das conquistas... parece um carma, uma doença.
Faltam mais duas semanas para o fim da quaresma e me mantive firme em não tomar a iniciativa de falar com ele, não procurá-lo, passei por períodos de angústia, tive crises de abstinência, mas já me sinto mais forte e mair livre, parece que está dando certo.
Contudo, o fato de eu não procurá-lo faz com que ele me procure com mais constância, me chama no MSN, me manda emails e aí eu dou uma balançada.... ameaço ceder
Tenho vontade de abandonar todas as coisas que tenho dito pra mim mesma quando ele procura e a esperança volta a tona: que ele não gosta de mim, só me mantém na reserva, que ele não é pra mim, não é tão perfeito como parece, que é o que sinto que me ilude.
Assisti um filme legal que me ajudou nisso chama-se "O amor não tira férias", tem uma personagem que se parece mto comigo, tem um relacionamento como o meu. Ver-se refletido em outra pessoa nos ajuda a nos enxergar de fora e a refletir sobre nossas atitudes. Senti raiva de mim ao perceber que eu me comportava como ela.
Agora meu desafio final é dizer a ele a próxima vez que me procurar que não posso ser mais amiguinha dele, que é preciso que fiquemos sem nos falar por um tempo até desencanar de uma vez por todas, que não quero mais que ele me procure.
Temos "conversado" por frases no MSN. As minhas: "Toda história tem um fim, mas na vida cada fim é apenas um começo" e "Difícil não é lutar pelo que se quer e sim desistir do que mais ama." E a dele: "Ela não deveria fechar a porta aberta."
Há dois anos tento esquecê-lo e percebi que não conseguiria fazer isso sozinha e resolvi pedir a ajuda de Deus e Ele tem me ajudado....
Por isso queria me abster de alguma coisa que trouxesse mudanças reais pra minha vida e fiz uma promessa de quaresma bem incomum: deixar de falar com uma pessoa por 40 dias. Isso parece até pecado... mas é em relação a um cara que é o meu pior vício no momento, ficar sem falar com ele é bem mais difícil que me privar de doces, chocolates ou festas.
Um paixão que já dura 2 anos e meio, ficamos esporadicamente, ele parece gostar de mim como amiga, mas é do tipo "não te quero, mas não te largo" e por causa dele minha vida fica em suspenso, nenhum um outro relacionamento dá certo porque não desencano dele.
É como se sentisse uma falta constante de algo, minha vida nunca está completa, nada me deixa totalmente feliz, nem a melhor das conquistas... parece um carma, uma doença.
Faltam mais duas semanas para o fim da quaresma e me mantive firme em não tomar a iniciativa de falar com ele, não procurá-lo, passei por períodos de angústia, tive crises de abstinência, mas já me sinto mais forte e mair livre, parece que está dando certo.
Contudo, o fato de eu não procurá-lo faz com que ele me procure com mais constância, me chama no MSN, me manda emails e aí eu dou uma balançada.... ameaço ceder
Tenho vontade de abandonar todas as coisas que tenho dito pra mim mesma quando ele procura e a esperança volta a tona: que ele não gosta de mim, só me mantém na reserva, que ele não é pra mim, não é tão perfeito como parece, que é o que sinto que me ilude.
Assisti um filme legal que me ajudou nisso chama-se "O amor não tira férias", tem uma personagem que se parece mto comigo, tem um relacionamento como o meu. Ver-se refletido em outra pessoa nos ajuda a nos enxergar de fora e a refletir sobre nossas atitudes. Senti raiva de mim ao perceber que eu me comportava como ela.
Agora meu desafio final é dizer a ele a próxima vez que me procurar que não posso ser mais amiguinha dele, que é preciso que fiquemos sem nos falar por um tempo até desencanar de uma vez por todas, que não quero mais que ele me procure.
Temos "conversado" por frases no MSN. As minhas: "Toda história tem um fim, mas na vida cada fim é apenas um começo" e "Difícil não é lutar pelo que se quer e sim desistir do que mais ama." E a dele: "Ela não deveria fechar a porta aberta."
Há dois anos tento esquecê-lo e percebi que não conseguiria fazer isso sozinha e resolvi pedir a ajuda de Deus e Ele tem me ajudado....
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Escrever é....
Começar esse blog me dá um frio na barriga.... é como se eu estivesse iniciando uma strip tease em público.
Escrever é despir-se... expor-se... deixar que os outros te olhem.... sem roupa, mais que isso... deixar que olhem pro que você tem de mais íntimo, pro seu interior, pra suas idéias secretas, inconfessáveis....
Estou de certa forma acostumada a escrever, publicar textos em revistas científicas, escrever projetos que serão lidos pelos meus pares, tenho uma dissertação de Mestrado publicada.... mas é bem diferente de um blog!!! Nos textos acadêmicos nos mostramos pouco, nos apoiamos (e as vezes nos escondemos) nos referenciais teóricos, não escrevemos (ou não deveríamos) sobre nós, não opinamos, apenas concluímos, inferimos a partir do que os dados nos mostram e somos amparados pela Academia.
Por outro lado, em um blog não precisamos nos preocupar tanto com a linguagem, há liberdade de estilo, licença poética, é necessário apenas escrever de forma compreensível, não precisa ser rebuscada.
Por isso me animo a escrever, a liberdade é uma boa causa para ficar nua. rs
Escrever é despir-se... expor-se... deixar que os outros te olhem.... sem roupa, mais que isso... deixar que olhem pro que você tem de mais íntimo, pro seu interior, pra suas idéias secretas, inconfessáveis....
Estou de certa forma acostumada a escrever, publicar textos em revistas científicas, escrever projetos que serão lidos pelos meus pares, tenho uma dissertação de Mestrado publicada.... mas é bem diferente de um blog!!! Nos textos acadêmicos nos mostramos pouco, nos apoiamos (e as vezes nos escondemos) nos referenciais teóricos, não escrevemos (ou não deveríamos) sobre nós, não opinamos, apenas concluímos, inferimos a partir do que os dados nos mostram e somos amparados pela Academia.
Por outro lado, em um blog não precisamos nos preocupar tanto com a linguagem, há liberdade de estilo, licença poética, é necessário apenas escrever de forma compreensível, não precisa ser rebuscada.
Por isso me animo a escrever, a liberdade é uma boa causa para ficar nua. rs
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